A Musa

23 fev

Clamo por tornar-me senhora de mim.

Clamo com a dor que subsiste em meu coração nos últimos dias.

Dor essa que espanta a Musa; a singular Musa que um dia sonhei ser.

 

Como afagar o sonho, o fogo? que de relance se apagou.

Apagou de tremule, sem ar.

 

O peito inflado deu lugar ao dissipar.

 

No mais…  a  vida embargada  passa; enlaça e desenlaça.

Vestir o Nada

5 fev

A vontade é vestir o nada, e deixar que o mundo por si só me apresente suas cores. Liberar-me para a imagem que se forma à minha frente. Quero perceber e escrever antes de querer. Simples, para que o mundo se mostre complexo e complicado, livre para que a natureza me ensine suas raízes.

Mais difícil ser nada do que ser tudo. Difícil é se libertar. Quando é belo é belo de qualquer jeito. O conforto vem com o nada, o amor vem com o nada, não com o tudo.

“Vestir alguém é uma forma de reconhecer sua existência, assim como dar-lhe um nome. Ao agirmos dessa forma, começamos a admitir sua singularidade.” (Lewis Hyde)

A gente é … a gente vem …

2 fev

A gente se cria da multidão, da música, do vaivém. A gente é um restinho do todo, que começa não sei de onde e termina depois do além. A gente é um pouco do mundo, à medida do mundo todo, que se renova a cada noite, a cada sopro, a cada suspiro, a cada onda do mar. Do além vem, do além vai. Respira o ar do outro e do outro e do outro. A gente vem da lágrima, do sorriso, da tristeza e do impulso. Inspira, inspira, inspira; e solta. Solta da alma, do meio da barriga. A gente vem da imaginação, de uma história qualquer. O fim é o meio, o meio é começo e o horizonte é logo ali.

E como esta a sua cabeça com o fato de retornar ao Brasil? Acha que é a hora certa? Queria ficar mais ai?

1 fev

Minha cabeça está a mil, com vontade de realizar muita coisa quando chegar à minha terrinha. Foi uma experiência maravilhosa, aprendi coisas que nem poderia imaginar. Hoje me sinto muito mais preparada para viver minha vida no Brasil, mais consciente eu diria. Estou louca para voltar. O tempo foi exato.

Dá para escrever um livro com tanta coisa que aprendi (rs!). Sinto-me mais bem resolvida com minha espiritualidade, com minhas emoções e planos. Profissionalmente estou mais segura e com mais bagagem e conteúdo para colocar em prática; prazer e garra. Conheci-me melhor, minhas manias, jeitos e modos; aprendi e vou continuar aprendo sobre os limites. É essencial que se tenha a oportunidade de desenvolver sua individualidade, de exercê-la e de respeitar a do outro. Vixi, um montão de coisas…

Mas, o maismais importante: o AMOR da MINHA GENTE. Aprendi que o que importa na vida é o amor, e mais ainda o amor da minha gente (da minha família, dos meus amigos e do meu amor); a gente tem saúde porque tem amor, tem alegria porque tem amor, conquista qualquer coisa porque tem amor, cuida porque tem amor, ama a vida porque tem amor, respira porque tem amor. O amor é o sentimento e uma das loucuras mais lindas do ser humano: é a energia que move cada segundo da nossa vida. Não tem nada melhor do que receber e dar amor às mais variadas coisas e seres possíveis, a magia que transborda a nossa pequenez.

Acolher

7 jan

A arquitetura acolhe, a arte acolhe, a poesia acolhe, a natureza acolhe, a família acolhe e,…, o amor acolhe. Acolhe o mistério, o vazio; aquele vazio que é aquele todo.

L’AMOUREUSE

5 dez

Rosas brancas e quentes como o sol… está ao nude e de óculos escuro… a única retórica que a traduz são três tatuagens… caminha calma, leve, mas com firmeza… a luz a acompanha … felicidade, paz em ser natural… seu tato é como a pétala, suavemente perfumado… a beleza é miúda, mas ao tom da insensatez… presteza e gentileza: L’AMOUREUSE.

Família Sinfonia da Tosse

1 dez

O idioma limitou no começo: ele português de Portugal, elas português do Brasil – quase como um japonês e dois coreanos a falar. Mas a sintonia já gritante fez como que a ruivinha, a princesa e o homem do novo século se entendessem ao desentoar.  Logo de pronto, uma dúvida no ar: será que é? Mas em duas semanas, no máximo, a resposta veio a calhar: é; é tão fufinho!!!!

Tudo começou há dois meses e meio atrás (ora pois!); a princesa perdida com seus próprios cachos a chorar, a ruivinha hardcore no tom mais forte que a música pode dar, e o homem do novo século com seu olhar (insinuantemente misterioso).  Tudo parece não se encaixar…

A cada dia, a cada viagem uma nova história, e, essa família já tem muito que compartilhar.  Tudo já se tornou tão confortável e estável, que agora já deitam juntos no sofá. Um pé para um lado, três bundas para o outro e tudo está preparado para a sinfonia da tosse começar.

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.